História

REPÚBLICA SENZALA – Um pouco da história

(1982 – 07/04/1987)

No principio de 1982 ficaram prontas as dez casas do morro. Cada república candidata deveria apresentar ao DAEM (que cuidou da distribuição das casas, pois ainda não existia DCE) a lista com os vinte nomes. Era preciso um nome para identificar a nossa turma, que ficou sendo ‘’República Mansão’’.

No dia do sorteio (Domingo a tarde) fomos à Escola de Minas e fomos sorteados, felicidades … ganhamos a casa 6A. Como moradores da Alcatraz, Berimbau e outros formariam uma nova república, decidimos que a melhor forma de promover o entrosamento seria formando duplas e sorteando os quartos. O sorteio ficou assim :- quartos de baixo: Madre (Marcelo Gomes) e Escroto (Ronaldo Marinho da Silva), Batata (Ricardo Aluízio Machado Maia) e Jonnhy (João Carlos Martins Ramos), Moacir (José Moacir Silva e Silva) e Pente Fino (Márcio Monteiro Fajardo), Gambá (Rubens Lúcio de Figueiredo) e Menelau ( Manuel Marciano Lopes Filho), Toca (Itamar de Souza Sol) e Orêia (Sérgio Bomtempo Martins); -quartos de cima : Caixeta ( Gilberto Caixeta Guimarães) e Pereira (Osvaldo Pereira), Gigi ( Gildásio Soares de Oliveira) e Zé Cláudio, Sucrão (Tomaz Teodoro da Cruz) e Corvão (Lauro Doniseti Bogniotti), Zé Rodrigues (Jose Rodrigues Neto) e Ruy (Ruy Geraldo Bravin de Castro), Tetê (Saulo Augusto de Oliveira) e Juriti (Valdemir de Almeida Conterato). Mas aconteceu o que queríamos evitar, a maioria do pessoal da Berimbau nos quartos de cima e quase todos da Alcatraz ocupando os quartos de baixo.

A UFOP fez com que assinássemos um tal de “Contrato de Comodato” que exigia qualquer mudança no quadro de moradores. Assinamos, mas isto nunca funcionou.

Tudo pronto! Só faltava marcar a data e a hora da mudança. Marcamos para 16 de abril de 1982 (Sexta-feira) pela manhã. Mas o Pereira (chegado em uma confusão) foi ao parque Metalúrgico e conseguiu um caminhão para fazer a mudança Quinta feira à tardinha.

Embalamos tudo “da melhor maneira” que conseguimos e ficamos esperando o caminhão, que não chegava nunca. Quando já estava anoitecendo, apareceu na Alcatraz o motorista dizendo que o caminhão tinha ficado no Morro, atolado na lama, e que não ia ser possível fazer a mudança naquela noite. Mas o Marcelo (cheio de amizades no Parque Metalúrgico) resolveu ir até lá ver se era possível buscar o caminhão. Não demorou muito, ele e mais alguns da Berimbau voltaram para buscar a turma para fazer uma forcinha e desatolar o caminhão. Para completar, estava chovendo. Pegamos um litro de “51” e subimos para tirar o caminhão. Não foi preciso muita força e conseguimos desgarrar o bicho.

Escrito por Tomáz Teodoro da Cruz ( Sucrão )

Senzala e EM juntos

 

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